Devaneios de uma mente inquieta
quinta-feira, 9 de julho de 2020
A tal da maturidade
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Vão existir momentos que por mais 'certa' que eu esteja vou precisar abrirmão da minha autoridade, do meu orgulho e ceder, da mesma forma que 'errada' terei que ser firme. Erros e acertos sempre vão existir, para isto basta viver.
Estamos sempre evoluindo, mas em uma relaçãoé necessário que os dois lados estejamem sintonia e caminhem lado a lado. São necessárias concessões, são necessários momentos a dois, a sós e com os amigos. Conversas, discussões e até as crises são importantes para o crescimento, amadurecimento da relação. O que não dá é apenas um gostar, apenas um se dispor a alterar alguns comportamentos.
Sei que sou um tanto quanto enrolada, que crio complicação onde não existe, mas já quebrei tanto a 'cara' que prefiro que seja assim. Preciso aprender a confiar primeiro para poder depois acerditar nas boas intenções. Creio que se forem realmente boas saberão aguentar um pouco tal chatice.
Muitas vezes um olhar, um sorriso, um abraço gostoso que traz segurança, não bastam para que deixemos quebrar o muro,é necessário mais. Quem sabe uma palavra, uma conversa, um comprometimento mútuo... Quando digo isto não me vem a cabeça pessoas 'acorrentadas' em si, mas pessoas que teem suas vidas, as vezes opostas, mas que mesmo assim correm atrás de minutos para poderem se conhecer, vivermomentos bons e felizes a dois.
Quando me apaixono viro boba, confesso, quero estar o tempo todo ao lado, mas também preciso sentir saudade. Nâo gosto de grudes, carrapatos, de pessoas inseguras econtroladoras. Não vejo problema algum em sair só, falar onde e com quem vou, mas não me agradam questionários, insinações,limitações e demonstrações atípicas de descontentamento (barracos, ciúme exacerbado).
Sei que tenho muito o que aprender, sei que não devo fugir das pessoas, dos meus sentimentos, mas inconscientemente hajo assim. É tão difícil ser assim quantoé difícil relacionar-se, mas enquanto não tiver certeza de que alguém queira estar ao meu lado para tentar caminhar juntovou continuar nesse erro. Quem sabe um dia não acerto?
sábado, 22 de maio de 2010
Pinhão, paçoca, pipoca, bandeirinha, quentão...Chegou a época mais doce e mais quente do ano. Para alguns é a época mais odiada, não por causa das guloseimmas ‘engordativas’, porém saborosas, mas por causa das eleições. Teoricamente só se pode fazer campanha seis meses antes da eleição, mas é sabido que ‘por baixo do pano’ ela ocorre o tempo todo. É intensificada doze meses antes, e nesse período aqueles que nunca fizeram nada aparecem com idéias mirabolantes, projetos incessantes e até interessantes.
Eu concordo com quem pensa que política se faz com atos e não apenas com palavras. Que político bom se reconhece no dia-a-dia, mas discordo de quem acha que por isso não é necessário participar das reuniões. Por mais engajados e atentos que sejamos não vejo como conhecer uma pessoa sem conviver com ela, o que faz com que as reuniões sejam necessárias.
O ‘olho no olho’ é importante. O olhar mostra o interior de uma pessoa. A conversa pessoalmente pode nos trazer muito mais informações do que pretendemos receber ou dar. E isso muitos psicólogos e policiais podem confirmar, não fosse assim não haveria averiguações, audiências, conversas ‘informais’, consultas.
Além do mais, são nessas reuniões que podemos opinar, exigir e mostrar o que realmente é importante para nós. É fácil ir até a urna votar, posteriormente criticar, reclamar, difícil é trabalhar para o bem estar geral da nação sem saber o que ela entende e quer com isso.
Claro que não vou ser ingênua de esperar que todos que sonham com o cargo público querem realmente melhorar o país, sei que a maioria visa o salário altíssimo e as regalias concedidas pelo ‘poder’.
Me irrita, no entanto, ver todos reclamando sendo que eles é quem detêm o poder. Poxa, o político é o representante do povo, está lá porque o povo o elegeu, e pode sair se o povo quiser. Não vivemos mais em uma ditadura em que o governante fala e nós obedecemos para não sermos punidos. Estamos mal acostumados com essa cultura passada. Temos a ‘faca e o queijo’ na mão, mas não estamos aptos a realizar nada com isso.
Será isso ignorância, medo ou acomodação? O Brasil precisa reagir. Em 1988 conseguimos um Estado DEMOCRÁTICO DE DIREITO, mas esquecemos de desatrelar a democracia do regime político baseado na concentração dos poderes nas mãos de um indivíduo só.
O fato de termos um presidente, um indivíduo que teoricamente tem o poder em suas mãos, não faz com que ele mande nos atos, pensamentos e necessidades do povo. Mais uma vez insisto em dizer que foi o povo que o elegeu e o povo que pode desconstituí-lo, basta querer!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Eu acreditava em alma gêmea, até perceber que sempre existirá alguém que terá hábitos e pensamentos iguais aos nossos, da mesma forma que haverá alguém que será totalmente incompatível com modo de criação, cultura, formação e outros aspectos em geral.
Percebi que o momento da paixão depende de nós e de nosso momento com nosso íntimo para podermos deixar alguém fazer parte da nossa vida. Não basta a pessoa ser um amor, ser compatível e nosso coração estar 'fechado para reformas'.
É claro que há também aquelas pessoas que são super especiais, queridas, carismáticas, com várias coisas em comum, mas que por um motivo desconhecido nunca vão mexer com nosso desejo de querer estar perto a todo momento. Pessoas assim não deixam de ter um lugar importante em nossas vidas, mas não são do tipo que precisam participar de todos os momentos.
Complicado é quando nos deparamos com tipos de pessoas acima descritas e despertamos nelas a vontade de não desgrudar. Como explicar, como demonstrar que possuímos sentimentos bons em relação a elas, mas que não chegam a ser tão avassaladores quanto os delas?
Da mesma forma que passei a desacreditar em alma gêmea, passei a desacreditar em amizade eterna entre homem e mulher e acreditar que o amor pode ser construído com a convivência. Quando se é amigo de verdade se aceita o outro com suas qualidades e defeitos, e quando o outro é do sexo oposto é perigoso, pois com a amizade aprendemos a intensificar as qualidades para que os defeitos sejam amenizados, podendo nos fazer confundir os sentimentos, ou ainda criar um antes inexistente.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
O mal em analisar os outros é que projetamos os nossos defeitos na imagem deles, sem nos darmos conta disso. Passamos a acreditar piamente que o que mais nos irrita na pessoa ao nosso lado não é o fato dela suportar calada nossos defeitos, mas sim em apresentá-los como se fossem dela, e algumas vezes acreditarem nisso.
Estranho que quanto mais evoluímos e nos damos conta disso, mais difícil é perceber tal fato, e mais impossível passa a ser a relação entre as pessoas. O tempo todo tentamos descobrir alguém perfeito, alguém que tenha qualidades que imaginamos essenciais e especiais, para sempre nos darmos conta de que essa procura será incessante.
Por que mesmo sabendo que ninguém é perfeito e que todos são especiais procuramos tanto? Por que procuramos algo que sabemos que algum momento vai surgir de uma maneira inesperada?
As vezes penso que os contos de fadas não deveriam ser lidos para crianças. Eu, pelo menos, cresci esperando um mundo cor de rosa, onde o bem vencia sempre o mal, onde o mal era apenas a vilã da história que chegava com uma maçã envenenada, sendo que este veneno seria curado pelo beijo do príncipe que nos 15 segundos do último tempo acertaria o gol e mudaria o placar.
No entanto me deparei com um mundo cinzento de poluição causada pelo consumismo implantado pelo capitalismo que nos passa a idéia de que cada vez mais precisamos de conforto e de produtos que poluem o ambiente que em contrapartida nos traz aquilo de que mais fugimos.
Passei anos achando que eu era um ser ambíguo, que hora ria e minutos depois, ou ainda na mesma hora chorava, mas percebi que o mundo todo é assim, caso contrário não iriam poluir, desmatar, acabar com o que há de melhor no universo para poder ter um pouco de conforto em meio ao desconforto causado.
Paro, penso, não consigo chegar à conclusão alguma. Não sei se cada dia que passa, com o tanto de informação e aprendizado passamos a ser mais ignorantes, ou se aceitamos essa limitação de que não estamos aptos a entender e superar.