sábado, 22 de maio de 2010

Pinhão, paçoca, pipoca, bandeirinha, quentão...Chegou a época mais doce e mais quente do ano. Para alguns é a época mais odiada, não por causa das guloseimmas ‘engordativas’, porém saborosas, mas por causa das eleições. Teoricamente só se pode fazer campanha seis meses antes da eleição, mas é sabido que ‘por baixo do pano’ ela ocorre o tempo todo. É intensificada doze meses antes, e nesse período aqueles que nunca fizeram nada aparecem com idéias mirabolantes, projetos incessantes e até interessantes.

Eu concordo com quem pensa que política se faz com atos e não apenas com palavras. Que político bom se reconhece no dia-a-dia, mas discordo de quem acha que por isso não é necessário participar das reuniões. Por mais engajados e atentos que sejamos não vejo como conhecer uma pessoa sem conviver com ela, o que faz com que as reuniões sejam necessárias.

O ‘olho no olho’ é importante. O olhar mostra o interior de uma pessoa. A conversa pessoalmente pode nos trazer muito mais informações do que pretendemos receber ou dar. E isso muitos psicólogos e policiais podem confirmar, não fosse assim não haveria averiguações, audiências, conversas ‘informais’, consultas.

Além do mais, são nessas reuniões que podemos opinar, exigir e mostrar o que realmente é importante para nós. É fácil ir até a urna votar, posteriormente criticar, reclamar, difícil é trabalhar para o bem estar geral da nação sem saber o que ela entende e quer com isso.

Claro que não vou ser ingênua de esperar que todos que sonham com o cargo público querem realmente melhorar o país, sei que a maioria visa o salário altíssimo e as regalias concedidas pelo ‘poder’.

Me irrita, no entanto, ver todos reclamando sendo que eles é quem detêm o poder. Poxa, o político é o representante do povo, está lá porque o povo o elegeu, e pode sair se o povo quiser. Não vivemos mais em uma ditadura em que o governante fala e nós obedecemos para não sermos punidos. Estamos mal acostumados com essa cultura passada. Temos a ‘faca e o queijo’ na mão, mas não estamos aptos a realizar nada com isso.

Será isso ignorância, medo ou acomodação? O Brasil precisa reagir. Em 1988 conseguimos um Estado DEMOCRÁTICO DE DIREITO, mas esquecemos de desatrelar a democracia do regime político baseado na concentração dos poderes nas mãos de um indivíduo só.

O fato de termos um presidente, um indivíduo que teoricamente tem o poder em suas mãos, não faz com que ele mande nos atos, pensamentos e necessidades do povo. Mais uma vez insisto em dizer que foi o povo que o elegeu e o povo que pode desconstituí-lo, basta querer!

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