sexta-feira, 21 de maio de 2010

Eu acreditava em alma gêmea, até perceber que sempre existirá alguém que terá hábitos e pensamentos iguais aos nossos, da mesma forma que haverá alguém que será totalmente incompatível com modo de criação, cultura, formação e outros aspectos em geral.

Percebi que o momento da paixão depende de nós e de nosso momento com nosso íntimo para podermos deixar alguém fazer parte da nossa vida. Não basta a pessoa ser um amor, ser compatível e nosso coração estar 'fechado para reformas'.

É claro que há também aquelas pessoas que são super especiais, queridas, carismáticas, com várias coisas em comum, mas que por um motivo desconhecido nunca vão mexer com nosso desejo de querer estar perto a todo momento. Pessoas assim não deixam de ter um lugar importante em nossas vidas, mas não são do tipo que precisam participar de todos os momentos.

Complicado é quando nos deparamos com tipos de pessoas acima descritas e despertamos nelas a vontade de não desgrudar. Como explicar, como demonstrar que possuímos sentimentos bons em relação a elas, mas que não chegam a ser tão avassaladores quanto os delas?

Da mesma forma que passei a desacreditar em alma gêmea, passei a desacreditar em amizade eterna entre homem e mulher e acreditar que o amor pode ser construído com a convivência. Quando se é amigo de verdade se aceita o outro com suas qualidades e defeitos, e quando o outro é do sexo oposto é perigoso, pois com a amizade aprendemos a intensificar as qualidades para que os defeitos sejam amenizados, podendo nos fazer confundir os sentimentos, ou ainda criar um antes inexistente.

Eu sou adepta a simplificar o mundo, mas isso passa a ser difícil quando para realizar tal ato precisamos descomplicar nossa mente, nossos sentimentos...

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